Seis meses de ATLAS: o que aprendemos sobre o território e as decisões imobiliárias
702 ativos analisados, 838 utilizadores e uma plataforma que continua a evoluir. Os primeiros seis meses do ATLAS permitem-nos conhecer melhor as necessidades de quem procura compreender o potencial de um terreno antes de tomar uma decisão.

Há seis meses lançámos o ATLAS com um objetivo: tornar a informação territorial e urbanística mais acessível, estruturada e útil para quem precisa de avaliar um ativo imobiliário.
A experiência acumulada pelo Segmento Urbano mostrava-nos que uma das maiores dificuldades na análise de terrenos estava na dispersão da informação. Consultar instrumentos de gestão territorial, identificar condicionantes, interpretar parâmetros urbanísticos e relacionar diferentes fontes exige tempo e conhecimento técnico especializado.
702
Ativos analisados*
838
Utilizadores*
6
Meses de atividade
*Números apurados a 22/10/2026
O ATLAS nasceu para simplificar essa primeira leitura, reunindo informação e transformando-a numa base de conhecimento para apoiar decisões.
Seis meses depois, os resultados permitem-nos começar a perceber como a plataforma está a ser utilizada, que territórios despertam maior interesse e quais os desafios que continuam a marcar a análise imobiliária.
702 ativos, diferentes territórios e diferentes necessidades
Nos primeiros seis meses, o ATLAS analisou 702 ativos imobiliários, com áreas compreendidas entre 600 e 400.000 m².
Entre os pedidos recebidos encontramos terrenos disponíveis no mercado há vários anos, propriedades com construções em ruína e ativos cuja capacidade de transformação depende da interpretação de condicionantes territoriais, nomeadamente da Reserva Ecológica Nacional (REN) ou da Reserva Agrícola Nacional (RAN).
Esta diversidade mostra que a procura por informação urbanística não acontece apenas quando existe um projeto definido.
Em muitos casos, a análise surge numa fase anterior: quando um proprietário pretende compreender o que pode fazer com o seu terreno, quando um comprador procura avaliar uma oportunidade ou quando um profissional imobiliário necessita de informação para fundamentar uma proposta.
O que estes casos têm em comum é a necessidade de conhecer melhor o ativo antes de decidir o que fazer com ele.
Da informação dispersa a uma leitura integrada do território
Uma das evoluções mais significativas destes seis meses foi o alargamento da cobertura territorial da plataforma.
No lançamento, o ATLAS disponibilizava relatórios automáticos para dez municípios. Atualmente, o Visualizador de Camadas permite consultar informação territorial para todo o território continental português.
Através da integração de dados georreferenciados, instrumentos de gestão territorial, condicionantes e informação regulamentar, os subscritores podem explorar diferentes dimensões de um território numa única plataforma.
Paralelamente, a emissão automática de relatórios foi alargada a novos municípios, incluindo Leiria, Loures, Montijo, Moita e Oeiras.
Nos municípios com emissão automatizada, um relatório pode ser produzido em cerca de quatro a cinco minutos. Nos restantes, a análise demora no máximo até 48 horas.
Esta evolução tem permitido reduzir o tempo necessário para obter uma primeira leitura técnica, sem eliminar a importância da interpretação especializada ou das verificações exigidas nas fases posteriores de um processo urbanístico.

A confiança também faz parte da análise
Os primeiros meses trouxeram-nos outra aprendizagem importante: a rapidez, por si só, não é suficiente para conquistar a confiança de quem utiliza uma ferramenta de análise territorial.
Num contexto em que a inteligência artificial permite produzir respostas cada vez mais rapidamente, torna-se especialmente importante compreender de onde vem a informação e como são construídas as conclusões.
No urbanismo, uma interpretação incorreta pode influenciar decisões de investimento, expectativas de edificabilidade ou a escolha de um procedimento.
Por isso, a possibilidade de consultar fontes, identificar condicionantes e compreender os fundamentos de uma análise é parte essencial da experiência que procuramos desenvolver no ATLAS.
A utilização da plataforma tem-nos mostrado que o contacto com casos concretos e a transparência da informação são determinantes para construir essa confiança.
A tecnologia pode acelerar o acesso ao conhecimento. A qualidade da decisão continua a depender da informação disponível e da forma como é interpretada.
O que vem a seguir
A próxima fase de desenvolvimento do ATLAS será orientada para o aprofundamento das suas capacidades de análise e para uma experiência de utilização cada vez mais integrada.
Entre as prioridades está o desenvolvimento de funcionalidades que permitam aos utilizadores colocar questões concretas sobre os ativos em análise e obter respostas fundamentadas na informação territorial e urbanística disponível.
Estamos também a explorar novas formas de representar e interpretar o potencial dos terrenos, aproximando a informação técnica de uma leitura mais visual das possibilidades de transformação de cada território.
Paralelamente, continuaremos a alargar a automatização dos relatórios e a reforçar a colaboração com profissionais do setor imobiliário, entidades e municípios.
Os primeiros seis meses permitiram-nos identificar novas necessidades e compreender melhor a forma como diferentes utilizadores recorrem à plataforma.
O ATLAS continuará a evoluir a partir dessa experiência: dos territórios analisados, das questões colocadas e das decisões que precisam de ser tomadas.
Conheça o ATLAS e explore as ferramentas disponíveis em www.atlas.com.pt.



